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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Crítica de "Os Bastidores de Mary Poppins"

Após  um prejuízo de 150 milhões dólares com “O Cavaleiro Solitário” (segundo maior fracasso da Disney) o então presidente do Estúdio Rich Ross foi demitido no ano passado.
Póster Original de "Saving Mr. Banks" (Divulgação)


E não levou muito tempo para que os produtores sugerissem um novo filme sobre os bastidores do sucesso de 1964, Mary Poppins que rendeu à Julie Andrews seu primeiro papel em um longa metragem além de seu  primeiro Oscar vencendo até então a favorita à estátueta Audrey Hepburn com "My Fair Lady"(Minha bela Dama).

Muitos críticos e até fãs da Disney acharam num primeiro momento, que o estúdio estava sem novas ideias para filmes e só visavam recuperar seus recentes prejuízos.
Entretanto depois de seu lançamento nos Estados Unidos na véspera de Natal do ano passado esse pensamento foi completamente mudado, dando aos atores principais (Tom Hanks e Emma Thompson) indicações ao Globo de Ouro e Oscar de 2014.
Ilustração de
Emma Thompson como
P. L. Travers

“Os Bastidores de Mary Poppins” (Saving Mr Banks) é um típico filme familiar da Disney mas com um toque apelativo aos adultos com sua protagonista, a autora do livro Mary Poppins :  P. L. Travers

Travers era uma mulher reservada e dificil que precisou de 20 anos e inúmeros acordos judiciais para ser convencida por Walt Disney a ceder os direitos autorais ao filme Mary Poppins.

Como o próprio Walt , que era um homem persistente, havia prometido para uma de suas filhas que iria fazer Mary Poppins 'voar das páginas do livro e ir para a tela do cinema',ele acaba cedendo às exigências de Travers que sai de sua casa na Inglaterra e vai para os estúdios Disney em Los Angeles em 1961.
Na época tinha mais de 60 anos e fazia questão de acompanhar a realização do roteiro e brigava constantemente com Disney e seus produtores.


Julie Andrews,Walt Disney e P. L Travers
na estréia do filme Mary Poppins

E assim começa a narrativa do filme com Tom Hanks (Walt Disney) e Emma Thompson (P. L. Travers) que além de um roteiro quase impecável permaceu em grande parte leal à estoria veridica, contrastando filmes biográficos como Hitchock.
Porém há sempre um 'glamour hollywoodiano' que dá pequenas mudanças de enredo,como o fato de Walt não ter sido tão simpático com Travers.
Mas isto não tem tanta importância pois o objetivo central do estúdio foi comprido,que era de fazer desta produção uma homenagem à P. L. Travers e Walt Elias Disney. Além disso,os produtores aproveitaram para inovar em diversas áreas da producão,desde o figurino até sonoplastia.

Visitantes do parque viram figurantes
para cena (Disney CO)




Os produtores arrumaram um jeito econômico e criativo para deixar o parque Disneylândia (Los Angeles CA) exatamente como era na década de 60 invés de contratar figurantes chamaram os próprios visitantes da parte para participar do filme.A parte de casting conta também com Colin Farell (pai de Travers), B. J. Novak e Jason Chwartzman (irmãos Sherman).Existem várias questões a serem abordadas a partir do filme,que possui inumeros 'flashbacks' durante a narrativa para poder que mesmo de forma parcial responder algumas perguntas sobre a misteriosa vida da real Mary Poppins...




Prefiro parar a minha crítica por aqui, pois começaria a ser spoiler do filme que já vi umas 30 vezes e em todas elas choro na cena final. Este é o poder de “Os Bastidores de Mary Poppins” que consegue se conectar com o espectador mesmo que a história não pessoal.

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